O modelo pode ser passageiro.
O registro do trabalho, não.
A IA já observa, raciocina, produz e age. O que continua mal definido é o registro que essas ações deixam. Estes são os princípios que a Nieme cobra desse registro, e os que orientam o formato de trabalho portátil que estamos desenhando.
O que o registro nunca pode confundir.
- 01
Observar não dá autoridade.
Ver um evento não dá o direito de agir sobre ele. Um registro importado pode descrever uma afirmação; não a ratifica.
- 02
Nenhum conteúdo se dá autoridade.
Abrir ou importar um registro nunca concede permissão, ativa uma política ou transforma uma afirmação em verdade da empresa. Quem decide é o Runtime que recebe.
- 03
Observado, inferido e oficial são coisas diferentes.
O que foi visto, o que foi concluído e o que a instituição aceitou ficam separados, e nunca viram uma nota única de confiança.
- 04
Conversa não é decisão.
Um chat pode conter uma decisão, sustentá-la ou ser o lugar onde ela começou. A decisão é um registro próprio, com autoridade própria.
- 05
Artefato não é evidência.
Um arquivo mostra que algo foi produzido. Não mostra que o trabalho foi bem feito nem que atingiu o objetivo.
- 06
A história não é reescrita para simplificar o presente.
Quando o estado muda, o anterior continua acessível. O estado atual é uma leitura sobre a história, não um substituto dela.
- 07
O fornecedor é linhagem, não identidade.
Que o Claude, o Gemini ou o Codex executou algo faz parte da história. Nunca é a identidade do trabalho.
- 08
Conteúdo portátil é dado, não código.
Abrir um registro nunca roda código, chama um modelo, aciona uma ferramenta ou acessa a rede.
- 09
Contexto é montado, não despejado.
Estar num pacote não coloca um registro no prompt. O que chega ao modelo é uma seleção com limite.
- 10
Relações conectam registros; não os apagam.
Uma operação produz um artefato; uma decisão revisa uma operação. Cada um mantém a própria identidade.
Visto, concluído, aceito.
Algo foi visto num sistema: uma mensagem, uma mudança, um evento.
Um modelo ou uma pessoa tirou uma conclusão a partir de evidências.
Um caminho reconhecido pela instituição aceitou aquilo como estado da empresa.
Observado não é inferido. Inferido não é autorizado.
O formato guarda o registro. O Runtime faz o julgamento.
O que o registro preserva
- O que foi observado
- O que foi proposto
- O que foi autorizado
- O que foi executado
- O que foi produzido
- Que evidências sustentam o resultado
- O que foi decidido
- O que virou estado aceito
O que o Runtime decide
- O que entra no contexto
- O que conta como autoridade
- O que precisa de aprovação
- O que pode rodar
- Que modelo ou executor faz o trabalho
- O que conta como evidência
- O que deve mudar o trabalho futuro
O registro pode ser aberto. O julgamento fica com o Runtime que opera sobre ele.
Portátil quer dizer inspecionável, não executável.
Abrir um registro ou um pacote nunca pode, em silêncio:
- rodar JavaScript ou comandos de terminal
- chamar um modelo ou acionar uma ferramenta
- acessar sistemas externos
- revelar um segredo referenciado
- ativar uma política
- promover uma afirmação a verdade da empresa
- ampliar uma permissão
Portabilidade leva significado. Não leva poder sem controle.
Estes princípios orientam o trabalho portátil, o formato que a Nieme está desenvolvendo para registros .on e pacotes .theon. O formato em si ainda não foi publicado. Ver o trabalho portátil →
Modelos mudam.
O registro fica.
Dê continuidade ao trabalho com IA antes de o próximo modelo chegar.
Prefere falar com uma pessoa? Escreva para o fundador.